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Os livros espíritas mais importantes

do séc. XX

 

  No final do último século, o Conselho Editorial das Organizações Candeias, do interior de São Paulo, fez uma enquete junto a um grupo de estudiosos da Doutrina Espírita em todo o Brasil, entre eles escritores, dirigentes de entidades espíritas e presidentes de todas as federações do país, para saber quais eram, na opinião daquelas pessoas, os dez melhores livros espíritas publicados no séc. XX.  E chegaram à seguinte conclusão, pela ordem: 

 

  1) Nosso Lar;  2) Paulo e Estêvão;  3) Parnaso de Além-Túmulo;  4) O Problema do Ser, do Destino e da Dor;  5) Memórias de um Suicida;  6) A Caminho da Luz;  7) O Espírito e o Tempo:  8) Há 2.000 Anos...;  9) Evolução em Dois Mundos;  10) Missionários da Luz.  Por isso mesmo, iniciaremos nossa resenha literária por aquele que ficou em primeiro lugar na opinião dos consultados.  Depois, virão os demais.

 

  André Luiz é o autor espiritual da obra.  Ao que se sabe ele teria sido um médico brasileiro de grande projeção na Terra, que desencarnou nas primeiras décadas do século passado.  Discute-se se teria sido um destes dois célebres cientistas, de prestígio internacional: Carlos Chagas ou Osvaldo Cruz.  Para não ferir a suscetibilidade dos familiares encarnados, adotou o cognome André Luiz, através do qual desfilou todo o seu conhecimento espiritual. 

 

  Na década de 40, começou a transmitir suas impressões do mundo espiritual pela mediunidade de Francisco C. Xavier, as quais se estenderam por uma série de 16 livros, que começou pelo Nosso Lar e terminou com E a Vida Continua.  Em meio à série, vieram duas obras de alto teor científico:  Evolução em Dois Mundos e Mecanismos da Mediunidade.  Dentre os 10 livros classificados nesta pesquisa, três pertencem a essa série, ou seja, Nosso Lar, Evolução em Dois Mundos  e  Missionários da Luz.

 

 

         

 

 

  O livro surgiu na década de 40, com revelações surpreendentes acerca da vida no mundo espiritual, o habitat natural de todos os Espíritos.  André Luiz revela a existência da colônia espiritual “Nosso Lar”, onde a vida se desdobra em lances magníficos. 

 

  O bosque das águas, o campo da música, o umbral, as trevas, os diversos ministérios, as atividades incessantes, as responsabilidades dos Espíritos-dirigentes,         tudo descrito de forma surpreendente.  O Espírito-repórter, André Luiz, comprova assim como a vida na Terra é “uma cópia da vida espiritual”,  como diz Kardec em O Livro dos Espíritos, q. 266.  E revela como ele, que fora uma figura importante no campo da ciência terrena, encarnado no Brasil em sua última existência, acaba resgatado de uma zona de sofrimento do mundo espiritual, por uma equipe socorrista, já que desencarnou como um “suicida indireto”, para engajar-se nas tarefas lá existentes e terminar como um cidadão de “Nosso Lar”.

PAULO E ESTEVAO

        

  Eis aqui um dos livros mais extraordinários da literatura espírita de todos os tempos, e o segundo na ordem de importância dentre as obras publicadas no séc. XX.  Trata-se de romance mediúnico, de uma série de cinco, ditado pelo Espírito Emmanuel ao médium Francisco Candido Xavier, ou Chico Xavier, como ele era conhecido e admirado por sua simplicidade e serenidade.

 

  O romance relata episódios históricos dos primeiros tempos do Cristianismo, mas descreve com detalhes impressionantes a trajetória do Apóstolo dos Gentios, Paulo de Tarso, conhecido no catolicismo por São Paulo, que nasceu em Tarso, na Cilícia, hoje região da Turquia, e recebeu o nome judeu de Saulo, para, depois de sua conversão, adotar o nome romano de Paulo, que significa “pequeno”, “fraco”.  A trajetória do antigo rabino do Judaísmo, desde a sua infância, é esmiuçada por Emmanuel, que mostra como, na primeira parte da sua vida, ele foi o defensor implacável das tradições judaicas, a ponto de perseguir tenazmente os cristãos e levar à morte o irmão de sua noiva, Estêvão, cuja identidade desconhecia.

 

  Mas, após o encontro com Jesus às portas de Damasco, quando ele empreendia mais uma de suas terríveis perseguições, sua vida se transformou completamente.  “Cego” diante da visão impressionante do Cristo, e inquirido pelo meigo rabi da Galiléia  - Saulo, Saulo, por que me persegues? -  ele incontinenti modifica o seu padrão mental, para então perguntar:  “Senhor, que queres que eu faça?”, conforme descrito também no Livro dos Atos do Apóstolos, do Novo Testamento.  Daí por diante, Saulo vai se transformar em Paulo e, de perseguidor, em perseguido, sofrendo todas as provas mais duras por ser um cristão daqueles primeiros tempos.

 

  Começa a sentir na pele tudo o que fez os cristãos sofrerem, passando pelas mais amargas experiências, quedas, apedrejamento, naufrágio, até ser preso e decapitado em Roma, quando então partiu para o mundo espiritual, onde o aguardavam Ananias, Gamaliel, o seu mestre na Terra, e velhos companheiros da luta terrena, amigos de outros tempos, que vêm recebê-lo jubilosos por sua missão vitoriosa.  E depois de uma súplica fervorosa a Jesus, vê, na tela fluídica do infinito, o Mestre ladeado por Estêvão, ao lado direito, e sua ex-noiva, Abigail, ao lado esquerdo, os quais vêm abraçá-lo e conduzi-lo às esferas sublimes da Verdade e da Luz.

 

  É livro que nenhum espírita pode deixar de ter e ler várias vezes, pela força incrível das suas descrições e pelos exemplos que oferece para que se possa superar tanto as menores como as maiores dificuldades do caminho, como Paulo, o “vaso escolhido”, superou.  A obra tem um poder magnético inigualável.

PARNASO DE ALEM TUMULO

 

 

  Para os amantes da poesia, Parnaso de Além-Túmulo é obra de valor extraordinário, pela sua dupla natureza, espiritual e material.  Ela traz de volta a veia poética de figuras ilustres da literatura do passado, algumas delas muito conhecidas do grande público, que teve contato com eles já nos bancos escolares, como:  Alphonsus de Guimaraens, Amaral Ornellas, Antero de Quental, Artur Azevedo, Augusto dos Anjos, Auta de Souza, Casimiro de Abreu, Castro Alves, Cruz e Souza, Fagundes Varela, Guerra Junqueiro, José do Patrocínio, Olavo Bilac, Pedro de Alcântara (nosso Inperador), Raimundo Correia e muitos outros vates notáveis que, das profundezas do Infinito, cantam e encantam as almas sedentas das belezas da inteligência, com seu estilo próprio de escrever e envolver os corações mais sensíveis.

 

  Os poetas citados foram personalidades de ponta das literaturas brasileira e portuguesa e retornam aqui, pela pena mediúnica de Chico Xavier, para comprovar a continuidade da vida no além e a manutenção da individualidade e do caráter de cada um, provando assim que a morte não transforma ninguém, mas, além do túmulo, prosseguimos em nossa marcha evolutiva tal qual éramos quando encarnados, podendo identificarmo-nos por aspectos muito particulares do nosso ser.

 

  Por isso mesmo, esta obra causou grande alvoroço quando publicada, pois aqueles mais materialistas, descrentes da continuidade da vida individual do Espírito e da sua comunicação após a “morte”, ficaram na linha de frente das críticas e contestações, por zelosos dos valores da cultura humana e incapazes de admitir a legitimidade do processo mediúnico, como instrumento do intercâmbio entre os dois lados da realidade existencial.  Todavia, depois de exaustivas comparações e análises detalhadas de peritos em poesia, a grita acalmou e a obra, ganhando foros de tese de pós-graduação em importante universidade paulista (UNICAMP), através de abordagem científica profunda, teve o seu valor intrínseco reconhecido, alcançando seus mais altos objetivos, sendo hoje uma das mais significativas da literatura espírita do séc. XX e quiçá de toda aquela surgida até os dias de hoje, pelo seu conteúdo específico.

 

 

MEMORIAS DE UM SUICIDA

 

 

 

 

  Obra de grande impacto, colhida pela mediunidade extraordinária de Yvonne do Amaral Pereira, sob a orientação e supervisão de Léon Denis, conforme ela declara em sua Introdução, do qual recebeu atenção durante mais de vinte anos.  Depois, como prefácio à segunda edição da obra, ele mesmo, Denis, escreve algumas linhas revelando a necessidade de revisão porque ela passou, depois de muito tempo de escrita, devido aos problemas que envolviam a própria experiência encarnatória da médium, sem alterar-lhe a feição doutrinária nem o seu particular caráter revelatório.

 

  Embora a autora tenha tido contato com numerosos Espíritos de suicidas, no período em que elaborava o texto, um deles destacou-se por sua assiduidade e simpatia com que a distinguiu durante todo o tempo.  Foi ele o escritor português Camilo Castelo Branco, que Yvonne preferiu chamar Camilo Cândido Botelho, embora o próprio Espírito tivesse manifestado o desejo de que lhe fosse revelado a verdadeira identidade.

  Yvonne Pereira ainda revela que não se trata de obra propriamente psicografada, de vez que muitas vezes foi arrebatada do corpo físico e levada ao mundo espiritual pelo seu principal personagem, bem como por amigos e protetores espirituais, para ver cenas e entrar em contato com a realidade vivida pelos suicidas no além, para que, ao despertar, tivesse mais facilidade para compreender os Espíritos que a municiavam de informações e imagens para compor o seu trabalho.  Foi assim que pudemos conhecer o Vale dos Suicidas e o trabalho das fraternidades do espaço, que descem àquelas furnas de sofrimento e desespero levando o alívio à dor e a esperança aos corações imersos na dura problemática que criaram para si mesmos.  A Introdução do livro já traz para o leitor ensinamentos profundos acerca das nuanças do trabalho mediúnico.

 

  A obra é extremamente densa e de difícil travessia, mormente em relação à sua primeira parte, sendo que muitos dos que iniciam a sua leitura, não conseguem transpor seus quadros mais dramáticos e a crueza da realidade vivida por todos quantos abreviam inconsideradamente a vida corpórea, pondo termo à própria existência, por qualquer meio que seja.

 

  No entanto, aqueles que seguem na leitura até o final da pungente narrativa, são recompensados por encontrar na obra um verdadeiro curso doutrinário dos mais valiosos e rico em conceitos e exemplos vivos daquilo que é revelado pelos Espíritos por toda parte.  É, de fato, um dos ícones da literatura espírita de todos os tempos.

O ESPIRITO E O TEMPO

 

 

  A mediunidade é um atributo do Espírito, que aflora somente na fase humana do desenvolvimento do princípio inteligente, porque depende de uma condição orgânica que apenas o homem possui.  No entanto, ela não surge na Terra ao mesmo tempo que o homem, mas sim numa fase avançada da sua evolução, isto é, no Homo Sapiens mais precisamente, há milhares de anos.  Daí para a frente, ela vai estar presente em todos os tempos, nas mais diversas culturas, das mais primitivas às mais graduadas, material ou espiritualmente.

 

  É o que nos conta Herculano Pires, com riqueza de detalhes e com os recursos da sua imensa cultura, nesta obra que o estudioso da doutrina não pode deixar de conhecer, ler e estudar.  Herculano descerra os mais diversificados panoramas históricos onde a mediunidade se encontra presente com mais ênfase, desde as sociedades tribais do período pré-histórico, passando pelas grandes civilizações do Egito, da Grécia, de Israel, dos tempos medievais, até o advento da Doutrina dos Espíritos, cuja codificação começa com os frutos da fenomenologia mediúnica e termina na obra incomparável de Allan Kardec.

  Herculano, assim, principia pelo mediunismo primitivo, passa pelo animismo e culto dos ancestrais, pelo mediunismo oracular e pelo mediunismo bíblico, terminando na mediunidade positiva, com Jesus, na primeira parte do livro.  É então que se estabelece a diferenciação entre o mediunismo, que representa a mediunidade em sua expressão natural, ou seja, as práticas empíricas da mediunidade, e a mediunidade propriamente dita, que chega com a Doutrina Espírita, que a explica e aponta o caminho da sua educação.

  Da segunda à quarta parte da obra, Herculano aborda a questão da emancipação espiritual do homem e os diversos problemas advindos do Cristianismo das igrejas praticado pelos homens em face da mediunidade, até o advento do Consolador prometido por Jesus, que vem restaurar a verdade do Cristo e libertar os Espíritos dos seus erros, vícios e temores decorrentes do mau trato da mediunidade ao longo do tempo.  Na última parte do livro, Herculano se concentra nas questões pertinentes à prática mediúnica.

  É obra das mais importantes para a compreensão da problemática mediúnica, com o auxílio dos fatos históricos, sem cujo exame, diz Herculado, “os estudantes de hoje estarão ameaçados de flutuar no abstrato”.  Ela merece mesmo estar entre os mais expressivos exemplares da literatura espírita do séc. XX, pela densidade do seu conteúdo, oferecido ao estudioso da Doutrina Espírita.

EVOLUCAO EM DOIS MUNDOS

 

 

  Figurando como uma das duas obras mais complexas do Espírito André Luiz  - a outra é Mecanismos da Mediunidade -  por seu cunho eminentemente científico, Evolução em Dois Mundos é um verdadeiro ícone da literatura espírita, que desvenda para o estudioso da doutrina os mais importantes passos da evolução do princípio inteligente, através do desenvolvimento do seu corpo espiritual, e do corpo carnal, como consequência, em seus mais complexos implementos.

  Ao longo da narrativa, diz Emmanuel em anotação colocada no início do livro, o Espírito André Luiz procura despertar em nós a noção da imortalidade, mostrando que ora estamos na matéria mais densa, ora em nosso habitat natural, o reino da matéria mais sutil, num esforço para desenvolver nossas potencialidades intrínsecas.  Dessa forma, salta aos nossos olhos um vasto campo de informações preciosas para que entendamos a evolução filogenética do ser à luz das leis divinas.

  A obra é de uma beleza rara, tanto quanto traz alguns conceitos por vezes polêmicos, e é escrita numa linguagem hermética, puramente científica, em muitos momentos, o que deu origem à produção de um outro livro, denominado “Elucidário de Evolução em Dois Mundos”, de autoria de José Marques Mesquita, edições Culturesp Ltda., dada a necessidade de um dicionário próprio para se compreender os termos científicos constantes da obra principal.

 

  Conforme nos revela Roque Jacintho, André Luiz lhe dissera certa vez que Evolução em Dois Mundos era “uma apostila de um curso que ele houvera assistido na Espiritualidade.”  Que curso fantástico esse, que nos permitiu conhecer aspectos da evolução que a ciência humana jamais seria capaz de descobrir, já que se concentra no estudo e conhecimento da matéria, desconhecendo completamente a existência do espírito e do corpo espiritual, por razões óbvias.

 

  Evolução em Dois Mundos é um dos livros mais citados e comentados no meio espírita, em palestras, aulas e estudos em geral, e representa um complemento de A Gênese, mormente no que diz respeito aos seus capítulos X e XI, que tratam das gêneses orgânica e espiritual, cujo entendimento ele amplia em grande escala, para nossa alegria e elucidação. 

O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR

 

 

  Outra obra indispensável na estante do estudioso da Doutrina Espírita, bem como de qualquer amante da boa leitura, é este livro de Léon Denis, lançado em 1908, cujo título, no original francês, era Le Problème de l’Etre et de la Destinée.  Contendo três partes  - O Problema do Ser, O Problema do Destino e As Potências da Alma -  é obra de rara beleza e profundidade filosófica, que revela a imensa cultura do autor, que nessa existência, iniciada em 1º. de janeiro de 1846 e terminada em 12 de abril de 1827, só pôde concluir seu primeiro grau de estudos, mas que trazia uma bagagem admirável do passado multimilenar.

  O Problema do Ser, do Destino e da Dor, como foi traduzido para o português, aborda, nas duas primeiras partes, a problemática do Espírito na carne, enfocando aspectos como a personalidade, o sono, a memória, a morte, a vida no além, as missões, a evolução do ser e as vidas sucessivas, suas leis e provas históricas, citando o exemplo de alguns personagens ilustres que se lembravam de suas pretéritas encarnações.  Na terceira parte, Léon Denis discorre com maestria sobre a vontade, a consciência, o livre-arbítrio, o pensamento, o amor e a dor.

  Numa linguagem belíssima, o livro ecoa no fundo da alma, tratando da essência divina e das nuanças da existência, na Terra como no céu, num encadeamento notável de argumentos convincentes e idéias lógicas, que encantam e convencem.  Ali vamos encontrar conceitos como: 

 

  a)  “A noção do bem, gravada no fundo das consciências, é, igualmente, prova evidente da nossa origem espiritual”; 

  b)  “Na planta, a inteligência dormita; no animal, sonha; só no homem acorda, conhece-se, possui-se e torna-se consciente”; 

  c)  “Dirijamo-nos aos nossos fins, como os rios se dirigem para o mar  - fecundando a terra e refletindo o céu.”; 

  d)  “Homem, meu irmão, aprende a sofrer, porque a dor é santa! Ela é o mais nobre agente da perfeição.”

  e)  “A alma não é feita de uma vez só;  a si mesma se faz, se constrói através dos tempos.”

  f)  “... o amor é a força das forças, o vínculo supremo que nada pode destruir.”

  g)  “Toda alma tem, pois, a sua vibração particular e diferente.”

  h)  “As reencarnações são os degraus da subida que todas as almas percorrem em sua ascensão;  é a escada misteriosa que, das regiões obscuras, por todos os mundos da forma, nos leva ao reino da luz.”

  i)  “A história do mundo não é outra coisa mais que a sagração do espírito pela dor.”

  j)  “Homem, meu irmão, aprende a sofrer, porque a dor é santa! Ela é o mais nobre agente da perfeição.”

  k)  “Aprende a sofrer.  Não te direi: procura a dor. Mas, quando ela se erguer inevitável em teu caminho, acolhe-a como uma amiga.”

 

É livro de estudo e consulta permanentes, que liga a alma às suas duas realidades: a espiritual e a material. 

A CAMINHO DA LUZ

 

 

  Você se interessa pela História?  Gosta de saber o que aconteceu no passado dos povos, do homem, da Humanidade?  E que tal um lance de olhos sobre a História da História;  sobre o que estava nos bastidores dos eventos planetários, na aurora da civilização?  De onde vieram os povos que fomentaram as grandes culturas do mundo, que germinaram ainda mesmo antes do período histórico propriamente dito?  A arte pré-histórica, as pinturas nas cavernas, as transformações na vida humana após a última era glacial, as primeiras cidades, o florescimento das magníficas culturas mesopotâmicas e mediterrâneas, sumérios, assírios, caldeus, egípcios, fenícios, persas, hebreus, gregos, romanos, enfim, como surgiram?

 

  Nesta obra, Emmanuel revela a origem espiritual dos grandes povos do passado, confirmando o ensinamento doutrinário da pluralidade dos mundos habitados e da migração de Espíritos de um mundo a outro, de modo a incrementar o progresso dos mundos mais atrasados.  Dessa forma, o sistema de Capela, ou Cocheiro, situado a cerca de 42 anos-luz do nosso mundo, passa a ter uma importância extraordinária no entendimento de tudo o que aconteceu naqueles primeiros tempos de civilização, como também dos seus principais personagens, responsáveis pelo aparecimento da Ciência, da Filosofia e da Religião na Terra.

 

  Com ela, as grandes obras do passado, as ciências, a tecnologia daqueles grandes povos, que até hoje intrigam os nossos sábios, passam a fazer sentido;  além disso, a inteligência, a genialidade mesmo, de vários personagens históricos, cujas idéias, conceitos, moral e ensinamentos são estudados até os dias de hoje e têm servido como base para a estruturação das diversas ciências e escolas filosóficas e religiosas das eras moderna e contemporânea, são desveladas e tudo debaixo de uma lógica e uma racionalidade admiráveis. 

 

  Trata-se, portanto, de obra indispensável a todo aquele que deseja aprofundar o conhecimento doutrinário, sem se perder em raciocínios vãos.

HA 2000 ANOS...

 

 

  Aqui está outro romance de Emmanuel, o primeiro aliás escrito por ele através da mediunidade abençoada de Chico Xavier, para narrar fatos da vida passada de um personagem da história do Império Romano, mais precisamente um senador, ou seja, uma figura de prestígio na sociedade da época e influente no governo.  Foi ele o senador Públio Lentulus, homem orgulhoso, inteligente, casado com Lívia, mulher amorosa que viria a se converter numa seguidora fiel do Cristo.  Tinham uma filha, Flávia, de saúde bastante frágil, que levou o senador a procurar Jesus, na calada da noite, em busca de ajuda para a menina.  E um menino, Marcus, raptado em cumprimento a um plano de vingança, perpetrado por um cidadão judeu em virtude da escravização de seu filho por ordem do orgulhoso senador.

  A história, portanto, se passa ao tempo de Jesus, quando a Palestina judaica era dominada e governada pelo Império Romano.  História envolvente, em que os personagens vivem emoções fortes ao longo de toda a narrativa, com tramas terríveis, sofrimentos, abuso de poder, vinganças, ciúmes, ódios, calúnias, crimes, mas também gestos de amizade, amor, benevolência, ternura e perdão.  A vida do senador Públio Lentulus está no centro de toda a pungente narrativa.  Ele, na verdade, representa uma das encarnações mais expressivas do próprio Emmanuel, por ter se desenrolado ao tempo em que Jesus estava na Terra.  Públio chegou a encontrar-se com o Mestre uma única vez, sem dobrar sua cerviz de homem orgulhoso.  Mas, descreve Jesus com detalhes impressionantes, pois jamais se esqueceu daquele ser, cuja imagem ficou para sempre gravada em sua retina espiritual.

  Depois disso, a encarnação seguinte daqueles personagens vai ser retratada em 50 Anos Depois, seguindo-se as revelações de Emmanuel em Ave Cristo e Renúncia, e o Espírito Públio Lentulus, tempos mais tarde, converter-se-ia ao Cristianismo e passaria a seguir os passos do Mestre, dentro dos quadros da própria Igreja, chegando, no séc. XVI, a reencarnar em Portugal, onde adentrou a Companhia de Jesus e transferiu-se para o Brasil, como o Padre Manoel da Nóbrega, vindo a ser o fundador da Cidade de São Paulo, em 25 de janeiro de 1554.

   No séc. XX, Emmanuel permaneceu no Plano Espiritual, de onde supervisionaria toda a produção mediúnica de Chico Xavier, sendo seu grande orientador e inspirador do seu trabalho.  Segundo se convencionou dizer no meio espírita, ele somente voltaria a reencarnar após a desencarnação do seu protegido, que ocorreu no dia 30 de junho de 2002, aos 92 anos de idade e depois de praticamente 75 anos de serviço mediúnico.

  Este é um romance espírita dos mais belos, trazendo grandes lições de vida e testemunhos de esforço, perseverança, paciência e fé, que podem ajudar em nossa reforma íntima.

MISSIONARIOS DA LUZ

 

 

  Atuando como supervisor da tarefa de Chico Xavier, até mesmo no que diz respeito às obras ditadas por outros Espíritos, Emmanuel comparece uma vez mais, no prefácio deste livro com uma mensagem intitulada Ante os Tempos Novos, destacando o ensinamento espírita como grandiosa e sublime tarefa, pois vem esclarecer os homens sobre a realidade da vida espiritual, que a todos aguarda, no retorno da terrena romagem, para as necessárias avaliações e programações futuras.

 

  Em meio à série dos 16 livros ditados pelo Espírito André Luiz, Missionários da Luz tem uma posição de destaque na medida em que, a par das tarefas regulares do grupo socorrista a que o autor espiritual está ligado, ele vem nos revelar detalhes impressionantes do processo reencarnatório, toda a sua preparação, a aproximação das partes envolvidas, encarnados e desencarnado, e as dificuldades inerentes ao período gestatório, acompanhando o retorno de Segismundo à experiência carnal, caps. 12 e 13.  De passagem, ele se reporta ao macro-processo de evolução do princípio inteligente e o seu legado para o corpo humano atual.

 

  Outro tema dos mais relevantes abordado no livro é o que diz respeito à epífise, ou glândula pineal, constante do seu cap. 2.  Conhecida desde a antiguidade, a pineal cumpre um papel importante na vida humana, mas ainda se conhece muito pouco acerca do seu funcionamento nos meios científicos.  André Luiz, então, no-la revela como “a glândula da vida mental”, que desperta em nosso organismo as forças criadoras, a partir dos 14 anos de idade.  Ligada à sexualidade, provoca a recapitulação das experiências vividas pelo indivíduo nesse campo no passado.  Instruído por Alexandre, André Luiz relata todas as funções dessa glândula misteriosa e fundamental para a compreensão dos nossos fenômenos nervosos, assim como das nossas emoções e prazeres corpóreos.

 

  Tratando ainda de sonhos, vampirismo, materialização, incorporação, doutrinação e obsessão, André Luiz descreve quadros complexos observados em suas incursões no mundo material, junto com a referida equipe socorrista, enriquecendo os nossos conhecimentos acerca dos fenômenos mediúnicos e suas implicações na vida humana. 

NOSSO LAR